SEXTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Escrito em 19/03/2021
imprensa

SÃO JOSÉ

ESPOSO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA E PADROEIRO DA IGREJA

(branco, glória, creio, pref. próprio – ofício da solenidade)

Eis o servo fiel e prudente a quem o Senhor confiou a sua casa (Lc 12,42).

Homem justo e carpinteiro de Nazaré, José foi escolhido por Deus como importante instrumento da história da salvação. Esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus, com eles forma a Sagrada Família, fazendo-se ativamente presente em momentos delicados da infância do Senhor: nascimento, fuga para o Egito e reencontro com ele no templo. Procuremos assimilar as virtudes desse pai exemplar e amoroso, que é também patrono da Igreja.

Primeira Leitura: 2 Samuel 7,4-5.12-14.16

Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, 4a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5“Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: 12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então suscitarei, depois de ti, um filho teu e confirmarei a sua realeza. 13Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 88(89)

Eis que a sua descendência durará eternamente.

1. Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, / de geração em geração eu cantarei vossa verdade! / Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” / E a vossa lealdade é tão firme como os céus. – R.

2. “Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, / e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. / Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, / de geração em geração garantirei o teu reinado! – R.

3. Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!’ / Guardarei eternamente para ele a minha graça / e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.” – R.

Segunda Leitura: Romanos 4,13.16-18.22

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus porque creu em Deus, que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”. 22Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 1,16.18-21.24

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, Palavra de Deus!

Felizes os que habitam vossa casa, / para sempre eles hão de vos louvar! (Sl 83,5) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 24Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado. – Palavra da salvação.

Reflexão:

José era um “homem justo”, uma pessoa honrada, temente a Deus. Mesmo não compreendendo a gravidez de Maria, José manteve uma atitude de discrição e respeito. Até que, em sonho, o Senhor lhe desvendou o mistério (cf. Mt 1,20-21). José foi desafiado a percorrer o caminho da fé, pois estava a serviço de uma história que ultrapassava seus projetos pessoais. Estava a serviço da história da salvação. Protegeu Maria e seu filho da cruel perseguição de Herodes. Viveu momentos de aflição quando perdeu de vista o adolescente Jesus, encontrando-o depois no Templo. Numa palavra, José viveu em constante sintonia com Deus, ao lado de Maria, e, com ela, velava atentamente os passos de Jesus, que “crescia e fi cava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2,40).

Oração

Ó Jesus adolescente, aos doutores da Lei escutas com atenção e os interrogas com inteligência, no templo de Jerusalém. És aprendiz, mas, acima de tudo, és Mestre, porque falas a respeito das realidades do Pai celeste. Dá-nos, Senhor, abertura de coração para acolher e praticar teus ensinamentos. Amém.